O XP Malls, negociado na B3 pelo código XPML11, permanece entre os maiores fundos imobiliários do segmento de shopping centers. Segundo o relatório gerencial mais recente, o fundo encerrou maio de 2026 com patrimônio líquido de R$ 7,08 bilhões e 748.369 cotistas.
A carteira é administrada pela XP Investimentos e gerida pela XP Vista Asset Management. O objetivo do fundo é obter renda com a exploração comercial de shopping centers, além de buscar ganhos por meio da compra e venda de participações nos empreendimentos.
Entre os ativos do portfólio estão Shopping Cidade Jardim, Shopping Cidade São Paulo, Shopping da Bahia, Catarina Fashion Outlet, Pátio Higienópolis, Grand Plaza Shopping e outros empreendimentos distribuídos pelo país.
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Dividendo permanece em R$ 0,92 por cota
O último rendimento anunciado foi de R$ 0,92 por cota, pago em 25 de maio aos investidores posicionados no fundo em 18 de maio de 2026.
O valor manteve o padrão de distribuição observado nos meses anteriores. Nos 12 meses encerrados em abril, a distribuição média também foi de R$ 0,92 por cota.
Confira uma simulação baseada no último pagamento:
| Quantidade de cotas | Rendimento estimado |
|---|---|
| 10 cotas | R$ 9,20 |
| 100 cotas | R$ 92,00 |
| 500 cotas | R$ 460,00 |
| 1.000 cotas | R$ 920,00 |
A simulação não representa promessa de retorno. Os rendimentos dos fundos imobiliários podem variar conforme receitas, despesas, vacância e decisões da gestão.
XPML11 apresenta desconto em relação ao patrimônio
Em 17 de junho, a cota do XPML11 era negociada perto de R$ 105, enquanto o valor patrimonial estava em aproximadamente R$ 110,11 por cota. Com isso, o indicador preço sobre valor patrimonial estava próximo de 0,96.
Isso significa que as cotas eram negociadas com desconto aproximado de 4% em relação ao valor patrimonial.
O desconto, isoladamente, não significa que o fundo está barato ou que sua cotação necessariamente subirá. O investidor também precisa avaliar a qualidade dos ativos, as dívidas, os resultados operacionais e o cenário econômico.
Vendas e receitas dos shoppings avançam
Os indicadores operacionais referentes a abril mostraram vendas totais de R$ 1,98 bilhão nos empreendimentos que fazem parte da carteira. As vendas médias alcançaram R$ 1.625 por metro quadrado, avanço de 7,44% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O NOI Caixa, resultado operacional líquido dos imóveis, chegou a R$ 36,86 milhões no mês. O indicador por metro quadrado ficou em R$ 134, crescimento anual de 6,05%.
As vendas das mesmas lojas cresceram 0,5%, enquanto os aluguéis das mesmas lojas avançaram 3,1% na comparação anual.
Vacância chega a 4,1% e inadimplência fica em 2,3%
A vacância média da carteira chegou a 4,1% da área bruta locável em abril, acima dos 3,7% registrados na média de 2026 até aquele momento.
A inadimplência líquida ficou em 2,3% no mês. Embora abaixo dos 4% acumulados no ano, o indicador deve continuar sendo acompanhado porque atrasos de lojistas podem afetar a receita dos empreendimentos.
O custo de ocupação médio, que relaciona despesas de aluguel e encargos às vendas dos lojistas, ficou em 12,3%.
Fundo possui reserva de resultados
O XPML11 gerou resultado de R$ 35,95 milhões em abril, enquanto distribuiu R$ 59,16 milhões em rendimentos. A diferença foi coberta por resultados acumulados anteriormente.
Ao final do período, o fundo possuía aproximadamente R$ 168,94 milhões em resultado acumulado não distribuído, equivalente a cerca de R$ 2,63 por cota.
Essa reserva aumenta a capacidade de manter pagamentos durante períodos mais fracos, mas não garante que o dividendo de R$ 0,92 continuará indefinidamente.
Liquidez permanece elevada
Em maio, as negociações das cotas movimentaram aproximadamente R$ 385,18 milhões. A liquidez média diária chegou a R$ 19,2 milhões, crescimento de 37% sobre o mês anterior.
A cota encerrou maio em R$ 107, enquanto o valor de mercado do fundo ficou em aproximadamente R$ 6,88 bilhões.
A elevada liquidez facilita a entrada e a saída de investidores, mas não elimina o risco de oscilações na cotação.
XPML11 vale a pena?
O XPML11 combina patrimônio elevado, carteira diversificada, ativos conhecidos e histórico recente de dividendos estáveis. A negociação abaixo do valor patrimonial também pode despertar o interesse de investidores voltados à renda mensal.
Entretanto, o fundo possui obrigações financeiras relacionadas às aquisições realizadas. Entre os compromissos estão parcelas previstas para 2026 e 2027, além de dívidas indexadas ao IPCA e ao CDI.
Juros elevados também aumentam a concorrência da renda fixa e podem pressionar as cotas dos fundos imobiliários. Por isso, o XPML11 pode fazer sentido em uma carteira diversificada e com horizonte de longo prazo, desde que o investidor considere os riscos e não baseie sua decisão apenas no último dividendo.